O valor corresponde às exportações do mês de janeiro e fevereiro.
O estado do Piauí registrou em fevereiro de 2026 o valor de US$ 24,2 milhões de dólares (R$ 126,1 milhões de reais), alcançando um superávit (diferença entre as exportações e importações) de US$ 11,4 milhões de dólares, equivalente a R$ 59 milhões de reais, que corresponde a 46,9% dos produtos negociados. Os dados foram divulgados na última sexta-feira (06) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).
No comparativo com fevereiro de 2025, a Balança Comercial do Piauí apresentou queda nas exportações, comercializando US$ 18,9 milhões a menos que no mesmo mês do ano passado, com percentual de queda de 43,8%. Em comparação com o mês de janeiro de 2026, o estado exportou US$ 1,7 milhão a menos, com queda de 6,5%.
As exportações acumuladas de 2026 (janeiro e fevereiro) foram de US$ 50,2 milhões (R$ 261,4 milhões de reais) e as vendas do mesmo período acumulado de 2025 foram de US$ 65 milhões (R$ 338 milhões de reais), com uma queda de US$ 14,8 milhões, com percentual de 22,8%.
Segundo dados do MDIC, as importações do mês aferido foram de US$ 12,9 milhões de doláres (R$ 66.9 milhões de reais) que, no comparativo com fevereiro de 2025, quando alcançou US$ 37,2 milhões, apresentando queda de 65%.
Os produtos mais vendidos foram o milho, com participação de 46,2% (US$ 11,2 milhões), a soja com 25,1% (US$ 6,1 milhões), outras gorduras e óleos animais e vegetais com 17,3% (US$ 4,2 milhões), algodão bruto com 5,7% (US$ 1,4 milhão), mel natural com 1,9% (US$ 450 mil) e compostos organo-inorgânicos e compostos heterocíclicos com 0,7% (US$ 181,4 mil).
Os municípios que mais exportaram foram Uruçuí, Campo Maior, Baixa Grande do Ribeiro, Bom Jesus e Parnaíba. Os países que mais compraram foram Egito (34,4), China (28,9%), Malásia (12%), EUA (6,5%) e Alemanha (2,0%).
Deusval Lacerda de Moraes, Superintendente de Desenvolvimento Econômico, explica o cenário das exportações piauienses neste início de ano. “Observa-se uma redução nas exportações de soja nos meses de janeiro e fevereiro de 2026, em razão do excesso de chuvas no Sul do estado, que acabou atrasando a colheita dessa oleaginosa no Cerrado piauiense. No entanto, de acordo com levantamentos preliminares da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a expectativa é que o Piauí colha mais de 6,6 milhões de toneladas de grãos neste ano. Assim, diante das condições climáticas e da produtividade prevista, a soja deve se manter novamente como o principal produto da pauta de exportações do estado.”

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