Roda de Conversa debate feminicídio e o papel da mulher na sociedade

Com o tema “Mulher, tua força move o mundo”, servidores e convidados se reuniram no novo auditório do Instituto para uma Roda de Conversa, antecipando as comemorações relativas ao Dia Internacional da Mulher.

Para falar sobre feminicídio, reconhecimento e valorização do papel da mulher na sociedade e sua inspiração para mudar o mundo, participaram a delegada e subsecretária de Segurança Pública do Piauí, Da. Eugênia Villa, a psicóloga Kyslley Urtiga, e o deputado estadual Dr. Gil Carlos, presidente da Comissão de Saúde da Assembleia.

O evento serviu para refletir sobre como silenciar sobre a violência é assustador, sobre a importância de provocar a sociedade, homens e mulheres, a repensarem seus comportamentos, suas atitudes, unidos na construção de um mundo mais harmônico,  acolhedor e de respeito e segurança para todos.

Em sua fala, a Dra. Eugênia Villa destacou que falar sobre feminicídio “é doloroso, mas necessário”, enfatizando que acredita na ciência como aliada para compreender a lógica do feminicídio. Para ela, compreender  as relações de poder, denunciar e buscar ajuda são passos essenciais para o combate ao crime de feminicídio.

A psicóloga Kyslley Urtiga, por sua vez, lembrou que o crime “nunca começa com a morte, sempre existem sinais, como o grito que intimida, o murro na parede, que assusta, as pequenas proibições de não usar essa ou aquela roupa, não sair com as amigas”. Segundo Urtiga, não se pode normalizar essas ações, não se pode normalizar a violência.

Convidado para a Roda de Conversa, o deputado estadual Dr. Gil Carlos falou sobre o sistema político, classificando-o de muito masculinizado, sobre o fato das mulheres ainda ganharem menos que os homens, ocupando o mesmo cargo e função, e sobre a necessidade de mudanças.

“Sinto-me muito honrado com este convite, acredito que é necessário provocar a sociedade, provocar os homens a repensarem suas atitudes. Aprendi com as mulheres, em casa, com minha mulher e filhas, e no trabalho, com as companheiras do dia a dia, a respeitar, ouvir e ajudar na construção de uma sociedade acolhedora, humana e igualitária”, afirmou.

 

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