A Secretaria de Saúde Piauí (Sesapi) realizou, nesta quarta-feira (1), o primeiro seminário estadual voltado ao combate e conscientização sobre o HTLV, um retrovírus transmitido por via sexual (IST). O evento, realizado em Teresina, reuniu gestores, profissionais de saúde e representantes de movimentos sociais para debater as formas de transmissão, o diagnóstico e acompanhamento dos pacientes.
“Estamos abordando sobre orientações, acesso aos diagnósticos e às especialidades quando diagnosticado esse vírus. O intuito é reforçar o monitoramento e acompanhamento dos casos, para que as pessoas diagnosticadas com HTLV e apresente algum adoecimento específico desse vírus, possam receber o tratamento adequado”, destaca Cristiana Rocha, coordenadora de IST da Sesapi.

O HTLV atinge os linfócitos T, que são células de defesa do organismo. A infecção está relacionada a doenças neurológicas degenerativas e a doenças hematológicas, como leucemia, linfoma e doenças inflamatórias crônicas.
Com o tema “Tirando o HTLV da invisibilidade no Piauí”, o evento busca dar mais visibilidade ao tema no estado. “Esse é um espaço importante para falarmos com os profissionais de saúde e a sociedade civil. Apesar de atualmente não termos um tratamento específico, temos teste e a prevenção”, pontuou a médica Mayra Aragon, médica consultora técnica do Ministério da Saúde
Durante o encontro, especialistas e movimentos sociais discutiram a criação de um fluxo estadual que assegure o acesso ao diagnóstico em toda a rede SUS do Piauí. O objetivo é garantir que gestantes e crianças que venham a ser diagnosticadas recebam um aconselhamento adequado, livre de estigmas e preconceitos.
“O objetivo é criarmos um fluxo em relação ao HTLV no estado, discutindo conjuntamente com os profissionais de saúde da rede SUS e as organizações sociais, para que seja um fluxo compartilhado com todas as esferas, para que as pessoas possam ser facilmente encaminhadas para o diagnóstico e, se positivas, possam ter acesso ao acompanhamento e tratamento, caso manifeste algum adoecimento em virtude desse vírus”, concluiu Rocha.

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