O Instituto Babaçu foi aprovado no edital Empoderamento Socioeconômico das Mulheres Negras, iniciativa da Fundação Banco do Brasil que apoia projetos sociais liderados por mulheres negras. O edital tem como foco apoiar iniciativas que impulsionem o empoderamento socioeconômico dessas mulheres por meio de organizações lideradas por elas, estimulando ações que contribuam para a redução das desigualdades sociais e para a melhoria das condições de trabalho e renda.
Localizado no município de Palmeiras, o Instituto Babaçu é formado por um grupo de mulheres que atuam no extrativismo do babaçu e na agricultura familiar. O grupo participou do edital em 2023 e recebeu, em 2025, a confirmação da aprovação. O projeto foi contemplado com o valor de R$ 250 mil, destinado à aquisição de equipamentos como prensa, moinho, embalagens e outros itens necessários para estruturar e fortalecer a produção do extrativismo do babaçu.

A entidade também conta com o apoio do Governo do Estado. A Secretaria da Agricultura Familiar do Piauí (SAF) tem fortalecido iniciativas de suporte ao Instituto Babaçu por meio do programa Piauí Sustentável e Inclusivo (PSI). O projeto beneficia o grupo ao buscar melhorar a qualidade das atividades, com foco na produção sustentável.
De acordo com Janaína Mendes, assessora técnica do PSI, a aprovação no edital amplia as condições de trabalho das mulheres extrativistas. “Esse projeto vem para melhorar a produção delas no azeite e em outros produtos do babaçu, tanto com maquinários quanto na parte de embalagem. Então, essas iniciativas do Governo para esse grupo, articuladas também pelo PSI e pela própria SAF, são muito importantes, porque elas passam a ter apoio em outras ações que o projeto talvez não contemple”, destacou.
Janaína explica que o projeto amplia as possibilidades de produção e organização nas comunidades. Além do fortalecimento da cadeia do babaçu, a iniciativa também incentiva os quintais produtivos, apoiando o melhor aproveitamento das fruteiras já existentes, a estruturação de novos espaços e o uso mais eficiente dos recursos para investir em frutas, hortaliças e na criação de galinhas.
Socorro Viana, presidente do Instituto Babaçu, afirma que a iniciativa permitirá um melhor aproveitamento da matéria-prima e a ampliação das linhas de produção, a partir da chegada de novas tecnologias e equipamentos.
“A partir desse projeto, vamos poder trabalhar melhor e aproveitar mais a nossa matéria-prima, que é o babaçu. Com as máquinas que chegarão por meio do projeto, vamos desenvolver novas linhas, como o carvão extravirgem e o azeite de babaçu extravirgem, não apenas para consumo alimentício, mas também para a área de cosméticos, onde já recebemos propostas, mas ainda não conseguimos atender por falta de maquinário adequado”, afirma.

A presidente do Instituto destaca que a conquista traz impacto direto na vida das mulheres envolvidas e reforça as expectativas positivas quanto à execução e aos resultados da iniciativa. “O projeto, financiado pela Fundação Banco do Brasil, traz esperança para as quebradeiras de coco que integram o Instituto Babaçu. Com essas novas linhas que vamos produzir, haverá agregação de valor e mais qualidade para os nossos produtos, o que vai gerar emprego e mais renda. Estamos muito ansiosas para ver a execução, a finalização e o sucesso que será esse projeto”, disse.