Investir em capacitação profissional e ampliar o acesso das mulheres ao mercado de trabalho tem se mostrado uma estratégia fundamental para romper os ciclos de violência. No Piauí, a Secretaria Estadual das Mulheres (SEMPI) vêm fortalecendo esse caminho por meio de iniciativas voltadas à inclusão produtiva.
De acordo com a coordenadora de Autonomia Econômica da SEMPI, Eduarda Santana, a qualificação e a empregabilidade são ferramentas essenciais para fortalecer as mulheres. “A partir disso, promovemos autoestima, capacidade de decisão e protagonismo. Também contribuímos para romper ciclos de vulnerabilidade e ampliar oportunidades, não apenas para as mulheres, mas para toda a sociedade”, destaca.
A gestora explica que a qualificação profissional representa uma porta de entrada para o mercado de trabalho e para o empreendedorismo, permitindo que as mulheres reconheçam suas habilidades, desenvolvam novas competências e conquistem seus espaços. Já a empregabilidade possibilita a concretização desse processo, garantindo renda própria, melhoria da qualidade de vida e maior independência.
Entre as iniciativas da SEMPI, o projeto Elas Empreendem tem se destacado ao promover oficinas de capacitação e formação de mulheres empreendedoras, incentivando a geração de renda e o fortalecimento do protagonismo feminino.
Outro destaque é o projeto Resistência Negra: Fios da Ancestralidade, que neste ano beneficiará 300 mulheres de comunidades quilombolas em seis municípios do estado, além de mulheres de comunidades de terreiro em Teresina. Com investimento de R$ 300 mil, a iniciativa busca valorizar a diversidade cultural e fortalecer a autonomia econômica por meio de capacitações em práticas tradicionais, como tranças, turbantes e estética afro.
Além dos projetos, a secretaria também atua em parceria com órgãos estaduais e federais para ampliar o acesso das mulheres ao mercado de trabalho, especialmente aquelas em situação de violência doméstica.
Entre os avanços, está o Decreto Federal nº 11.430/2023, que estabelece a reserva de 8% das vagas em contratos públicos federais para mulheres em situação de violência, incluindo mulheres trans e travestis, com prioridade para mulheres pretas e pardas. No âmbito estadual, a Lei nº 8.313/2024 garante a reserva de 5% das vagas em empresas prestadoras de serviços contratadas pelo Governo do Estado para esse público.
Para a SEMPI, fortalecer políticas de capacitação, inclusão produtiva e geração de renda é um caminho estratégico para promover dignidade, igualdade e desenvolvimento social.
“Quando uma mulher avança, toda a sociedade avança junto”, reforça Eduarda Santana.

Tags: #mulheres, #SEMPI, Autonomia Econômica