Em alusão às atividades da Semana da Visibilidade Trans, a Secretaria de Estado da Saúde do Piauí (Sesapi) celebrou os seis anos de funcionamento do Ambulatório Trans Makelly Castro. Além da comemoração pelo aniversário do serviço, a programação contou com a divulgação dos atendimentos ofertados e a realização de uma roda de conversa com os usuários.
“Sabemos da importância que esse serviço representa. São seis anos acolhendo e oferecendo atendimento de qualidade à população trans, que precisa de uma assistência à saúde qualificada. É um dia para comemorar e desejar que o sucesso do serviço continue, alcançando cada vez mais quem necessita desse acompanhamento”, afirma Filipe Silva, coordenador de Equidade em Saúde da Sesapi.
O ambulatório presta atendimento gratuito à população trans do Piauí por meio do Sistema Único de Saúde (SUS). Os usuários têm acesso a atendimentos nas áreas de endocrinologia, psicologia, ginecologia, urologia, serviço social e enfermagem.

“É uma equipe multidisciplinar, aberta e preparada para atender e compreender as necessidades da população trans e de pessoas não binárias. Queremos que esse serviço se expanda cada vez mais na nossa rede, garantindo atendimento com qualidade e acolhimento oportuno a todos que precisem”, destaca Lanna Morallys, responsável pelo atendimento no Ambulatório Trans do Hospital Getúlio Vargas.
Para ter acesso aos serviços do Ambulatório Trans Makelly Castro, os usuários devem procurar a Unidade Básica de Saúde (UBS) ou o programa Piauí Saúde Digital e passar pela regulação estadual.
Ludovik Alves é usuário do ambulatório há cerca de um ano e três meses e destaca que a existência do serviço é essencial para a melhoria da qualidade de vida da população trans.
“No início, por falta de informação, eu me sentia muito confuso em relação à minha identidade. Quando cheguei ao serviço, tudo mudou. Os profissionais explicam tudo para nós: o que estamos sentindo, as mudanças pelas quais vamos passar. Graças a esse acompanhamento, hoje eu me reconheço, sinto orgulho e, ao me olhar no espelho, sei que sou eu”, relata Ludovik.
